Em um cenário no qual computadores são ferramentas essenciais para praticamente todas as áreas de uma empresa, a escolha entre comprar ou alugar equipamentos deixou de ser apenas uma decisão financeira. Ela passou a envolver produtividade, continuidade operacional, segurança, manutenção e capacidade de atualização tecnológica.
Durante muitos anos, comprar computadores foi considerado o caminho natural para estruturar a infraestrutura de TI de uma empresa. O equipamento era adquirido, incorporado à operação e utilizado durante vários anos.
Esse modelo continua fazendo sentido em determinadas situações. Porém, para empresas que dependem de computadores diariamente e precisam manter uma estrutura tecnológica atualizada, a locação de computadores com suporte e gestão do ciclo de vida pode oferecer vantagens operacionais importantes.
Mais do que simplesmente “pagar mensalmente por um computador”, a locação pode transformar a forma como a empresa administra seus equipamentos de informática.
O problema de comprar um computador e utilizá-lo por muitos anos
Um computador não representa apenas o valor pago na aquisição.
Ao longo de sua vida útil, existem outros custos relacionados ao equipamento: manutenção, substituição de componentes, atualizações, suporte técnico, configuração, instalação de softwares, gerenciamento, segurança e, eventualmente, a substituição completa do equipamento.
Existe ainda um custo menos evidente: o tempo perdido pelo usuário quando o computador apresenta problemas ou deixa de oferecer desempenho adequado para as atividades do trabalho.
Uma máquina pode continuar funcionando e, mesmo assim, estar prejudicando a operação.
Um computador mais antigo pode apresentar inicialização mais lenta, maior tempo de resposta, incompatibilidade com determinados softwares e maior necessidade de manutenção. Em situações mais graves, uma falha pode deixar o colaborador sem acesso às ferramentas necessárias para trabalhar.
Um estudo da Intel com 736 pequenas empresas em seis países encontrou que funcionários que utilizavam PCs com quatro anos ou mais perdiam, em média, 21 horas adicionais por ano em comparação com usuários de máquinas mais novas, considerando reparos, manutenção e questões de segurança. O estudo também apontou maior frequência de manutenção em equipamentos mais antigos. Como foi uma pesquisa patrocinada pela Intel, seus números devem ser interpretados como evidência de mercado, e não como uma regra universal para todas as empresas.
O ponto central é que o custo de um computador não termina no momento da compra.
A tecnologia também tem um ciclo de vida
Outro fator importante é que computadores precisam acompanhar a evolução dos sistemas utilizados pela empresa.
Um exemplo recente foi o fim do suporte ao Windows 10. A Microsoft encerrou oficialmente o suporte em 14 de outubro de 2025. A partir dessa data, a versão convencional do Windows 10 deixou de receber atualizações de segurança e suporte técnico. Para organizações com equipamentos incompatíveis com o Windows 11, a Microsoft orienta a avaliação de alternativas, incluindo a substituição dos dispositivos ou programas específicos de atualização de segurança.
O Windows 11, por sua vez, possui requisitos mínimos de hardware, incluindo TPM 2.0, UEFI com Inicialização Segura, pelo menos 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento. Isso significa que parte dos computadores mais antigos não pode simplesmente ser mantida indefinidamente dentro do mesmo padrão tecnológico.
Esse exemplo demonstra um problema recorrente na gestão de TI:
quanto mais tempo um equipamento permanece em operação, maior é a importância de acompanhar compatibilidade, desempenho, segurança e suporte.
Comprar significa controlar o patrimônio. Alugar pode significar controlar o ciclo de vida.
A principal diferença entre os modelos não está apenas na propriedade do equipamento.
Na compra tradicional, a empresa adquire o computador e passa a administrar seu ciclo de vida.
Na locação, dependendo do contrato, parte dessa responsabilidade pode ser transferida para o fornecedor: aquisição dos equipamentos, instalação, suporte, manutenção, substituição e renovação tecnológica.
É justamente essa lógica que está por trás do crescimento dos modelos conhecidos como Device as a Service (DaaS) ou “dispositivo como serviço”.
A Gartner descreve o mercado de serviços de ciclo de vida de dispositivos como uma área em evolução, com ofertas que combinam diferentes modelos de contratação, inclusive opções de despesas operacionais e serviços gerenciados.
O que os estudos mostram sobre produtividade?
Aqui é importante separar uma afirmação comercial de uma conclusão baseada em evidências.
Não existe uma regra científica dizendo que “um computador alugado torna automaticamente um funcionário mais produtivo”.
A produtividade está relacionada ao conjunto: equipamento adequado, software, conectividade, processos, treinamento, organização e suporte.
Por outro lado, existem evidências de que investimentos e adoção de tecnologias digitais podem contribuir para ganhos de produtividade.
Um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), baseado em dados de empresas europeias, encontrou evidências robustas de associação entre adoção de tecnologias digitais e ganhos de produtividade no nível das empresas. O trabalho também identificou efeitos positivos relacionados ao investimento em hardware de tecnologia da informação.
A própria OCDE destaca que o investimento digital tem papel cada vez mais importante na formação de capital das empresas e que o capital digital por trabalhador varia significativamente entre economias.
Portanto, a questão não é simplesmente ter “um computador novo”.
É garantir que o profissional tenha um equipamento compatível com aquilo que precisa executar, com disponibilidade e suporte suficientes para não transformar a tecnologia em um gargalo operacional.
Onde a locação pode gerar ganhos operacionais?
A principal vantagem da locação aparece quando o contrato é estruturado como uma solução de gestão, e não apenas como o empréstimo de um equipamento.
1. Redução da obsolescência
Um contrato com ciclo de renovação definido permite que a empresa planeje a atualização dos equipamentos antes que eles se tornem um problema para a operação.
Isso reduz a dependência de computadores que permanecem em uso apenas porque “ainda estão funcionando”.
A Intel, por exemplo, descreve sua própria estratégia interna de atualização de PCs como parte da busca por equipamentos mais adequados às necessidades dos funcionários, utilizando dados de utilização para definir necessidades de hardware e ciclos de atualização.
2. Menor impacto de falhas no trabalho
Quando um computador apresenta uma falha, o problema não é apenas técnico.
Existe o tempo em que o profissional deixa de produzir, espera atendimento, aguarda uma peça, precisa transferir seus dados ou fica impossibilitado de utilizar determinada aplicação.
Um estudo de Total Economic Impact realizado pela Forrester Consulting e encomendado pela Dell analisou uma organização-modelo com 4.000 usuários e dispositivos. No cenário estudado, o modelo de PC as a Service reduziu custos de suporte relacionados ao ciclo de vida dos dispositivos em mais de 30% e reduziu perdas de produtividade relacionadas à indisponibilidade dos equipamentos.
É importante destacar que esse resultado é de um cenário econômico modelado pela Forrester a partir de entrevistas com organizações e parâmetros específicos, e não uma promessa de economia que possa ser aplicada automaticamente a qualquer empresa.
Ainda assim, o estudo demonstra um ponto relevante: o gerenciamento do ciclo de vida do equipamento possui impacto econômico que vai muito além do preço de compra do computador.
3. Mais previsibilidade para o orçamento
A compra concentra uma parcela significativa do investimento no momento da aquisição.
Na locação, o investimento pode ser transformado em uma despesa mensal planejada, dependendo da estrutura contratual.
Isso pode facilitar o planejamento financeiro e preservar recursos para outras necessidades da empresa.
O Sebrae destaca que capital de giro é essencial para manter a operação da empresa, cobrindo compromissos como fornecedores, salários, impostos e demais despesas operacionais. O próprio Sebrae também recomenda que, durante o planejamento empresarial, seja avaliada a possibilidade de determinados equipamentos serem alugados ou terceirizados.
Isso não significa que a locação seja sempre financeiramente mais barata.
Significa que o empresário deve comparar o custo total de propriedade com o custo total do serviço contratado, levando em consideração todos os componentes da operação.
O custo real de um computador não é apenas o preço da etiqueta
Imagine uma empresa que compra um computador por R$ 4.000.
O cálculo aparentemente simples seria:
Computador: R$ 4.000
Mas a avaliação empresarial precisa considerar também:
aquisição + instalação + configuração + manutenção + suporte + atualizações + substituição + tempo de indisponibilidade + descarte ou revenda + gestão do equipamento.
Na locação, o cálculo deve ser feito de maneira semelhante:
mensalidade + serviços contratados + condições de manutenção + suporte + eventuais franquias + condições de substituição + duração do contrato.
É essa comparação que permite descobrir qual modelo é realmente mais vantajoso.
Segurança também entra nessa conta
Computadores corporativos não são apenas ferramentas de produtividade. Eles fazem parte da infraestrutura de segurança da empresa.
O NIST — National Institute of Standards and Technology — recomenda o gerenciamento estruturado dos ativos de TI e destaca que conhecer quais equipamentos existem, onde estão e quais sistemas utilizam é importante para identificar dispositivos vulneráveis e melhorar a segurança.
O órgão também considera o gerenciamento de atualizações e correções uma parte fundamental da manutenção preventiva de tecnologias. Segundo o NIST, um processo de gestão de patches ajuda a reduzir riscos de comprometimento, vazamento de dados e interrupções operacionais.
Por isso, uma boa solução de locação corporativa deve ir além da entrega do computador.
É importante definir quem será responsável por:
- configuração dos equipamentos;
- atualizações;
- manutenção preventiva e corretiva;
- suporte técnico;
- inventário;
- substituição em caso de falha;
- renovação tecnológica;
- descarte adequado dos equipamentos.
E o que dizem os resultados de empresas que adotaram o modelo?
Existem casos empresariais que ajudam a visualizar os possíveis resultados, embora devam ser interpretados individualmente.
Em um caso publicado pela Lenovo, uma organização governamental que adotou um modelo de Device as a Service relatou aumento de 10% a 15% na produtividade dos funcionários, redução de 15% a 25% no custo total de propriedade, redução de 20% a 30% nos custos de manutenção de TI e atendimento técnico 30% a 40% mais rápido.
Em outro caso divulgado pela Lenovo, a empresa KALLA relatou redução de custos de 5,4% em comparação com a compra e redução do tempo de reparo para aproximadamente 24 horas.
São resultados de empresas específicas e divulgados pelo próprio fornecedor da solução. Portanto, não devem ser apresentados como médias do mercado.
Mas eles mostram algo importante:
quando a locação é combinada com suporte, manutenção, equipamentos atuais e gestão do ciclo de vida, o benefício potencial deixa de estar apenas no financiamento do computador e passa para a operação como um todo.
Locação de computadores não é simplesmente “não comprar”
A decisão empresarial não deve ser:
“Comprar é ruim e alugar é bom.”
A decisão correta é:
“Qual modelo proporciona o melhor equilíbrio entre custo, desempenho, disponibilidade, segurança e flexibilidade para a minha empresa?”
Para uma empresa que utiliza poucos computadores, possui equipe própria de TI e tem equipamentos adequados para muitos anos de operação, a compra pode continuar sendo a melhor escolha.
Já para empresas que precisam substituir muitos equipamentos periodicamente, não querem imobilizar grandes valores em hardware ou precisam de suporte técnico especializado, a locação pode apresentar vantagens significativas.
O que uma empresa deve avaliar antes de contratar?
Antes de escolher uma solução de locação de computadores, é importante analisar o contrato e não apenas o valor da mensalidade.
Algumas perguntas são fundamentais:
O equipamento será novo?
Qual é a configuração de cada computador?
Existe manutenção preventiva e corretiva?
Qual é o prazo de atendimento técnico?
Existe equipamento de substituição em caso de falha?
Como funciona a renovação tecnológica?
Quem realiza a configuração e instalação?
Existe inventário dos equipamentos?
O que acontece ao final do contrato?
Quais custos estão efetivamente incluídos na mensalidade?
Uma mensalidade aparentemente barata pode deixar de ser vantajosa quando manutenção, suporte e substituição são cobrados separadamente.
Da mesma forma, uma solução um pouco mais completa pode apresentar melhor custo-benefício quando considera todo o ciclo de vida do equipamento.
Comprar computador é adquirir um equipamento. Alugar pode ser contratar uma solução.
A transformação mais importante proporcionada pela locação de computadores está justamente nessa mudança de perspectiva.
A empresa deixa de pensar somente em “quanto custa este computador?” e passa a analisar:
“quanto custa manter minha equipe trabalhando com eficiência?”
Essa diferença é fundamental.
Computadores são ferramentas de trabalho. Quando uma máquina está lenta, desatualizada ou indisponível, o impacto pode chegar ao atendimento ao cliente, ao setor administrativo, ao financeiro, ao comercial, à produção e até à gestão da empresa.
Por isso, uma política eficiente de equipamentos deve considerar não apenas aquisição, mas também desempenho, disponibilidade, manutenção, segurança, atualização e ciclo de vida.
A locação pode ser uma alternativa estratégica para empresas que desejam transformar a infraestrutura de computadores em uma despesa previsível e contar com uma estrutura especializada para administrar seus equipamentos.
Brasília Toner: locação de computadores para empresas
A Brasília Toner atua com soluções de tecnologia para empresas, oferecendo outsourcing de workstation e locação de computadores, além de serviços de suporte e manutenção.
Para empresas que precisam renovar ou ampliar sua estrutura de informática sem realizar um grande investimento inicial em equipamentos, a locação pode ser uma alternativa para tornar a infraestrutura mais flexível e planejada.
O mais importante é dimensionar os equipamentos de acordo com a função de cada profissional e estruturar o contrato de acordo com a necessidade real da empresa.
Antes de comprar dezenas de computadores, vale comparar o custo da aquisição com o custo de manter toda essa estrutura funcionando ao longo dos próximos anos.



